Dizem que quando as horas e os minutos estão iguais alguém está pensando em você ou você pode fazer um pedido. Por via das dúvidas eu sempre fazia os dois. E se houvesse alguém que realmente estava pesando em mim, talvez... bem, isso nunca me importou realmente.
Parei de ser supersticiosa quando vi que nada disso era concreto, palpável. Passar debaixo de escadas, quebrar espelhos, ou ver um gato preto não interfere na minha sorte.
A única superstição que eu acredito ultimamente é que nós fazemos o nosso destino. Talvez certas coisas sejam mesmo inevitáveis, mas os caminhos que tomamos predestinam o resultado. As coisas só acontecem por conseqüência de outras, decisões passadas interferem em futuros resultados.
Quando a vida me apresenta uma pessoa, decido se ela permanecerá ou não. É uma escolha pessoal. O destino só me deu as cartas, decido se vou jogar ou não com elas.
Não preciso de pedidos ao relógio ou simpatias, posso guardar esses anseios e tentar realizá-los intimamente. As cartas estão na mesa, e a próxima jogada é minha.
Se tudo der certo, vai ser por mérito meu, e não dos minutos que estão iguais as horas, por que eles não vão fazer que tudo se ajeite quando os ponteiros marcarem 06:07.

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